segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Resenha

Hey there! 
Eu vou falar um pouco sobre o livro chamado "A Hora da Estrela", de Clarice Lispector, que foi uma autora nascida na Ucrânia, mas criada no bom e velho Brasil (não me chame de boçal; vá estudar e a idade da "nossa terra"). 
Bem, ele é um dos livros de leitura obrigatória dos vestibulares da UFSC e Acafe deste ano (talvez de outras, mas só me inscrevi nestas duas. haha).
De qualquer forma, o livro começa com seu narrador que tenta dividir a história com nossa protagonista principal, Macabéa. Ela é uma alagoana que perdeu os pais muito cedo. Assim, foi morar com uma tia muito severa que a punia por tudo. Tempos depois, foram para o Rio de Janeiro.
Anos se passam (sabe-se lá quantos, se nem o livro conta...) e ela perde sua tia. Vai, então, dividir um quarto com quatro Marias (Maria da Penha, Maria da Graça e Maria José). 
Maca, tão benquista pelo narrador, o que mesmo não o impedia de a maltratar, era datilógrafa e tinha um emprego pode-se dizer por pena, afinal, nem seu trabalho sabia fazer direito. Sua vida se resumia em trabalhar, comer sanduíche de mortadela e Coca, ver os navios partindo do porto aos domingos e ir ao cinema mais barato no final do mês. 
A nordestina não vivia, e sim sobrevivia. Ela não se dava ao trabalho nem mesmo de pensar. Tudo é o que é porque é. A única coisa que gostava de fazer era escutar o rádio emprestado de uma das Marias, onde porventura aprendia algumas curiosidades.
Certo dia ela conheceu o ambicioso e também nordestino Olímpico de Jesus, de quem se tornaria namorada. Sempre que saíam, a chuva ia com eles. E ele sempre a culpava; "tudo o que você faz é chover". Quando conhece Glória, colega de trabalho de Maca que se diz atraente e sensual, e também filha de açougueiro, Olímpico não exita em trocar a podre nordestina por ela. 
Pouco enredo se passa e Glória indica uma cartomante aonde vai à Maca, e até a empresta dinheiro para que ela fosse. Ao chegar lá, a ex-cafetina que então lia cartas observa a terrível vida de Bebéa (me processe por chamá-la assim), mas diz também que seu futuro mudará! Muito dinheiro e um "gringo" fariam pate de seu futuro próximo. 
Eufórica ao sair de lá, Maca não olha e simplesmente vai para a rua. É atropelada por um carro de luxo, que foge. Caída do canto da rua, Maca sente um fio de sangue escorrendo de seu ouvido. E então começa a chover. "Olímpico tinha razão", observa ela, "tudo que faço é chover". 
Macabéa morreu naquele canto de rua, e sua falta nem mesmo fora sentida. Afinal, quem ela tinha? Ninguém. Apenas fazia um papel de fundo no teatro da vida.
Assim como ela, milhares de migrantes vivem em situações tristes e até mesmo deploráveis. E o interessante do livro é que você continua a lê-lo na expectativa de que algo emocionante aconteça e a vida da mocinha vire perfeita e cheia de conforto, mas na vida real nem sempre é assim, e nem neste livro. 
Criei este blog faz um certo tempo, usei-o por certos dias e desisti. Hoje, em uma segunda-feira chuvosa, o ócio me fez pendular por sites e outros blogs. Resolvi, então, retomar este aqui e postar algumas coisas interessantes. Tenho certeza de que ninguém vai o ler, de qualquer forma. Então... Olá.